Andrea López: a primeira sul-americana a lutar no RWS mira novo capítulo no Rajadamnern
A argentina Andrea López carrega em sua trajetória uma marca especial para o Muay Thai sul-americano.

A argentina Andrea López carrega em sua trajetória uma marca especial para o Muay Thai sul-americano. Em 2022, ela entrou no ringue do lendário Rajadamnern Stadium, em Bangkok, para competir no Rajadamnern World Series (RWS), tornando-se a primeira mulher sul-americana a lutar na organização.
Mais do que uma participação internacional, aquela apresentação aconteceu em um momento histórico para o próprio Rajadamnern.
No dia 5 de agosto de 2022, Andrea enfrentou a tailandesa The Star Sitcho pelo torneio feminino peso-mosca do RWS. A noite marcou a realização dos primeiros combates femininos da história do Rajadamnern Stadium, quebrando uma tradição que havia impedido mulheres de competir em seu ringue durante décadas.
Para uma atleta que saiu da Argentina em busca de espaço no Muay Thai internacional, estar entre as mulheres que participaram daquela transformação tornou-se um dos capítulos mais importantes de sua carreira.

Uma argentina fazendo história na Tailândia
Nascida em 6 de dezembro de 1995, Andrea compete atualmente na faixa das 115 libras (52,2 kg) e possui, segundo dados fornecidos por sua equipe, um cartel profissional de 28 vitórias e sete derrotas, com seis triunfos por nocaute.
Sua história na Ásia, porém, vai muito além do RWS.
Andrea também se tornou a primeira argentina a lutar no Lumpinee Stadium, outro dos grandes templos do Muay Thai tailandês, e a primeira mulher argentina a competir no ONE Championship.
Sua estreia no ONE aconteceu em 2020, quando enfrentou a tailandesa Anna “Supergirl” Jaroonsak no ONE: A New Breed II. Dois anos depois, voltou à organização para enfrentar a chinesa Lin Heqin, em Singapura.
A passagem por diferentes organizações e estádios fez com que Andrea construísse uma carreira pouco comum entre atletas sul-americanas, acumulando experiência justamente nos locais onde muitos dos principais nomes do Muay Thai mundial competem.
Campeã sul-americana da WMO
Além das experiências internacionais, Andrea também construiu uma coleção de títulos profissionais.
Um dos principais resultados de sua trajetória aconteceu em 2025, no Equador, quando conquistou o WMO South American Professional Super Bantamweight Championship, tornando-se campeã profissional sul-americana da World Muaythai Organization (WMO).
Seu currículo inclui ainda o título de campeã profissional sul-americana Super Bantamweight do WMC, além dos cinturões de campeã profissional peso-galo da Argentine Muay Thai League, campeã Super Flyweight do Headshot Fight Combat, conquistado no Brasil, e campeã profissional Super Flyweight do Main Event Championship, na Argentina.
Em setembro de 2026, Andrea também alcançou a quarta colocação no ranking mundial do WBC MuayThai, segundo informações fornecidas por sua equipe.
Com 164 cm de altura, Andrea representa as equipes KMT Muay Thai / Calavera Muay Thai e tem Juan Manuel Esteban como seu promotor.
O objetivo agora é voltar ao RWS
Depois de fazer parte de um momento histórico do Rajadamnern, Andrea López tem um objetivo definido para a próxima etapa de sua carreira: voltar a lutar no RWS.
Ainda não existe uma data confirmada para esse retorno, mas a argentina vem se preparando para conquistar uma nova oportunidade dentro da organização.
E uma segunda passagem pelo RWS teria um significado diferente.
Quando Andrea entrou naquele ringue em 2022, o Muay Thai feminino começava a conquistar um espaço que durante décadas não existiu dentro do Rajadamnern. Ela esteve entre as atletas que fizeram parte dessa mudança.
Agora, retorna à busca por esse palco como uma lutadora mais experiente, com novos títulos, mais combates internacionais e uma posição de destaque no cenário feminino.
O objetivo não é apenas voltar ao lugar onde fez história, mas mostrar sua evolução desde aquela primeira oportunidade.
Andrea López já abriu uma porta importante para o Muay Thai sul-americano ao se tornar a primeira mulher do continente a competir no RWS. Agora, a campeã sul-americana da WMO trabalha para atravessar essa porta novamente e continuar mostrando seu potencial entre as principais lutadoras do circuito internacional de Muay Thai.